Page 10 - Informativo Cembra - Maio 2016 - Nº 3
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REGRESSO DOS NAVIOS ANTÁRTICOS AO TÉRMINO

                                    DA COMISSÃO OPERANTAR XXXIV






















       Matérias Propostas











                   m 29 de março de 2016, após realizarem quase seis meses no bojo da Comissão OPERANTAR
                   XXXIV,  regressaram  à  sede  o  Navio  Polar  “Almirante  Maximiano”  e  o  Navio  de  Apoio
            EOceanográfico “Ary Rongel”, atracando na Base Naval do Rio de Janeiro (BNRJ), onde foram
          recepcionados com muita alegria, emoção e orgulho pelos familiares e amigos das tripulações.
            Durante a Operação, os Navios atuaram, essencialmente, na Região Antártica, tendo como tarefas
          prestar o apoio logístico e reabastecer os Módulos Antárticos Emergenciais (MAE) da Estação Antártica

          Comandante Ferraz (EACF), bem como apoiar os projetos de pesquisa indicados pela Secretaria da
          Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), em diversas áreas do conhecimento, tais
          como: Oceanografia, Hidrografia, Biologia, Geologia, Antropologia e Meteorologia.
            O “Gigante Vermelho”, como é conhecido o NApOc “Ary Rongel”, realizou sua vigésima segunda via-
         gem ao continente gelado, onde apoiou a EACF e os projetos científicos, realizando o transporte de pes-
         soal, gêneros, combustível, equipamentos e material de pesquisa.
            Nessa operação, teve destaque o lançamento e recolhimento de acampamentos de projetos nas
         Ilhas Livingston, Elefante e James Ross. Esta última, situada no interior do Mar de Wedell, não era visitada
         por nossos pesquisadores há mais de oito anos, face à dificuldade de acesso, por conta das condições
         de gelo marinho na área.
            O NApOc “Ary Rongel”, sob o Comando do Capitão de Mar e Guerra Nilo Gonçalves de Souza, apoi-
         ou, também, os Projetos: Alexander Kellner (a prospecção de fósseis do cretáceo na sub-bacia da Ilha
         James Ross e a evolução da fauna de vertebrados visando à reconstituição paleoambiental e biogeo-
         gráfica da Península Antártica - (PALEOANTAR II); Eduardo Secchi (interações biológicas em ecossiste-
         mas  marinhos,  próximos  à  Península  Antártica,  sob  diferentes  impactos  de  câmbios  climáticos
         (INTERBIOTA); Paulo Câmara (avaliação das populações de musgos e líquens selecionados, a fim de
         melhor entender o valor evolutivo e utilidade taxonômica das variações morfológicas encontradas

         entre as populações antárticas com distribuição bipolar); Schaefer (aprofundamento e consolidação
         da Rede TERRANTAR de monitoramento de mudanças ambientais e climáticas na paisagem e “perma-
         frost” da Antártica); Ulisses Bremer (avaliação do balanço da energia superficial e seu controle no “per-
         mafrost” e camada ativa da Península Fildes e da Antártica Marítima - (INCT CRIOSFERA); e Zarankin (es-
         tudo das características das primeiras ocupações na Antártica, vinculadas à exploração de mamíferos
         marinhos nas Ilhas Shetland do Sul).
            O “Tio Max”, como é conhecido o Navio Polar ‘‘Almirante Maximiano’’, iniciou a participação no

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