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Continuação



  Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) em 2009. Na atual OPERANTAR, sob o Comando do Capitão
  de Mar e Guerra Carlos André Coronha Macedo, operou nas áreas marítimas do Arquipélago das Ilhas
  Shetland do Sul, além dos Estreitos de Bransfield, Antártico e Gerlache.
     No período, o Navio serviu de plataforma de pesquisa para 100 pesquisadores, atendeu a 16 projetos
  e realizou 100 estações oceanográficas, empregando o conjunto CTD-Rosette. Nos lançamentos desse
  equipamento, foi alcançada a profundidade máxima de 1.720 metros na coleta de amostras de água.
  Realizado, também, um levantamento hidrográfico na região do Atlântico Sul, com a participação de
  militares do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) e do Grupamento de Navios Hidroceanográficos
  (GNHo).
     O Navio conduziu 19 Estações Geológicas, 14 empregando o amostrador Boxe-Core e 5 utilizando o
  Gravity-Core. Destaca-se, ainda, o emprego dos aparelhos Sediment Profile Image (SPI) e Multi-core, uti-
  lizados pela primeira vez por uma embarcação brasileira.
     Juntamente às coletas, foram apoiados projetos de pesquisa desenvolvidos por meio da aquisição de
  amostras  de  sedimento,  algas  e  gelo.  Lançou  pesquisadores  nas  áreas  da  Estação  Antártica            Matérias Propostas
  Comandante  Ferraz,  na  Península  de  Coppermine,  no  Estreito  de  Gerlache  e  nas  Ilhas  Deception,
  Elefante, Half Moon e Snow.
     Além de contribuir para o embarque e desembarque de material e pessoal dos projetos nos diversos
  pontos da região, realizou-se intensa observação de baleias, permitindo a coleta bem sucedida de
  amostras de pele de diversas espécies e a marcação com o sinalizador satélite de baleias Finn (conside-
  rado um sucesso, pois esta é uma das espécies mais velozes que habitam a Antártica).
     Visando à cooperação e à integração entre as nações, além elevar a presença científica brasileira
  na região, os Navios visitaram bases e estações estrangeiras: Arctowski (Polônia); Esperanza, Primavera e
  Almirante Brown (Argentina); Gabriel Gonzales e Presidente Eduardo Frei (Chile).
     Para cumprir de forma plena as atividades programadas, os Navios empregaram as embarcações
  orgânicas  e  contaram  com  a  presença  de  um  Destacamento  Aéreo  Embarcado  (DAE),  do  1º
  Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-1), composto por dois helicópteros modelo UH-13
  (Esquilo), à disposição dos meios.
     Durante a Comissão, apoiaram 6 voos da Força Aérea Brasileira (FAB), os quais efetuaram o transporte
  de pessoal e material. Esses voos de apoio materializam os esforços de várias esferas do Poder Público
  brasileiro e a cooperação internacional, interagindo em perfeita sintonia com a permanência e salva-
  guarda de pesquisadores e do seu material na Antártica. As aeronaves Hércules C-130, da FAB, realiza-
  ram tais voos, que partiram do Brasil com destino à Base Aérea Chilena Presidente Eduardo Frei, próximo
  à EACF, com escalas nas cidades de Pelotas-RS e Punta Arenas (Chile).
     As coletas de dados científicos, durante o período da comissão, pelos diversos projetos embarcados,
  contribuirão sobremaneira para a consolidação da importância dos trabalhos realizados pela comuni-
  dade científica brasileira no cenário internacional.
     As análises desses materiais possibilitarão avaliar e compreender as causas das alterações climáticas
  no mundo, o impacto da ação humana sobre as modificações ambientais no Continente Antártico, a
  composição de extratos químicos que possam vir a apresentar interesse à indústria farmacêutica e, ain-
  da, permitir a elaboração de modelos superiores de previsões meteorológicas.
     Ao final de mais uma campanha bem sucedida no continente gelado, na qual não foram observados
  contratempos significativos, os Navios regozijam-se do sentimento de dever cumprido e já se preparam
  para a OPERANTAR XXXV que se descortina.


                                Reencontro com familiares



















    Informativo Cembra 2016                                           ANO 2 • Nº 3 • Edição Semestral            11
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