Page 19 - Informativo Cembra Nº15
P. 19

De forma a atingir os Objetivos Estratégicos de CT&I, o SCTMB tem como Autoridade de CT&I o
          Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) e o Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecno-
          lógico da Marinha, como coordenador com a atribuição de planejar, organizar, dirigir e controlar to-
          dos os Programas e Projetos Científicos, Tecnológicos e de Inovação, bem como as correspondentes
          capacitações, com vistas a atender as demandas postuladas pelos diversos órgãos, especialmente
          atinentes às Marinhas do Amanhã e do Futuro.



















 Telas com os sistemas e projetos do SCTMB
 Composição gráfica




 O Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação


 da Marinha (SCTMB)



 Vice-Almirante (RM1) Alfredo Martins Muradas




 O Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha (SCTMB) é um ecossistema com-
 posto por diversas Organizações Militares (OM), entre as quais se destacam o Estado-Maior
 da Armada (EMA) - Órgão de Direção-Geral da MB -, os Órgãos de Direção Setorial (ODS),   Visão esquemática do SCTMB
 as Instituições de Ciência e Tecnologia da Marinha (ICT-MB) - em que se destacam o Centro
 Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) e o Centro Tecnológico da Marinha no Rio   Como documentos de CT&I, elaborados e estabelecidos pelo EMA, com o concurso das ICT-MB, há
 de Janeiro (CTMRJ) -, as Diretorias Especializadas (DE) - encarregadas de estabelecer os re-  a Doutrina de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha do Brasil, cujo propósito é o de prover co-
 quisitos técnicos dos sistemas e equipamentos em desenvolvimento na MB - empresas com   nhecimentos básicos que permitam o entendimento da natureza e dos principais elementos da área
 vínculos com a MB, e as Fundações de Apoio vinculadas à MB.  de conhecimento “Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I)” bem como normatizar o funcionamento
          dos principais colegiados de CT&I da MB.
 O SCTMB está alinhado e aderente aos diversos documentos condicionantes de alto nível, tais
 como: a Constituição Federal (CF); a Política Nacional de Defesa (PND); a Estratégia Nacional   Outra publicação, igualmente normativa para o setor, é a Estratégia de Ciência, Tecnologia e Ino-
 de Defesa (END); o Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN), a Política de Ciência, Tecnologia   vação da Marinha do Brasil, que visa orientar as atividades de CT&I da MB, estabelecendo as suas
 e Inovação para a Defesa Nacional (PCTIDN); a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e   prioridades, aglutinadas em áreas temáticas, correlacionadas com as tecnologias que deverão ser
 Inovação (ENCTI); a Sistemática de Planejamento de Alto Nível (SPAN) da Marinha e seus do-  empregadas para satisfação das necessidades decorrentes e de acordo com critérios objetivos, in-
 cumentos componentes.  clusive de avaliação de maturidade tecnológica, de modo a nortear a distribuição de recursos finan-
          ceiros para sua execução.
 Este ecossistema visa ao atingimento da autonomia e da superioridade tecnológica do Poder
 Naval, direcionando esforços aos Objetivos Estratégicos de CT&I definidos doutrinariamente   Adicionalmente, de forma a facilitar o estabelecimento de prioridades e o correlacionamento de
 que, em síntese, buscam: a nacionalização de sistemas e equipamentos; o domínio do conhe-  tecnologias, foram estabelecidas Áreas Temáticas de CT&I que possuem características comuns do
 cimento e de tecnologias que atendam ao Poder Naval; a adoção de modelo de gestão que   ponto de vista de sua aplicação pelos Setores Operativo, do Material e das capacidades operacionais
 busque o incremento nas atividades de CT&I; o estabelecimento de um ambiente favorável à   a serem obtidas. São elas: Sistemas de Comando e Controle; Defesa e Segurança Cibernéticas; Meio
 inovação e à competitividade industrial; a disseminação das atividades de CT&I, contribuindo   Ambiente Operacional; Nuclear e Energia; Plataformas Navais, Aeronavais e de Fuzileiros Navais;
 para o aumento da visibilidade e reconhecimento da MB perante os públicos interno e exter-  Desempenho do Combatente; e Defesa Nuclear, Biológica, Química, Radiológica e Artefatos Explo-
 no; e a proteção da propriedade intelectual de CT&I.  sivos (DefNBQRe).




 18  Centro de Excelência para o Mar Brasileiro - Informativo Cembra  Centro de Excelência para o Mar Brasileiro - Informativo Cembra  19
   14   15   16   17   18   19   20   21   22   23   24